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Brasil não tem plano nem para compra de seringas e agulhas pra vacina da Covid

Próximo do fim do ano, o Ministério da Saúde ainda não decidiu sobre compras de insumos — incluindo seringas e agulhas — necessários para a vacinação contra a Covid-19. A inação da pasta gerou alerta na indústria de produção de equipamentos para a área de saúde, que teme não ter tempo hábil para atender a demanda da pasta, já que a falta de detalhamento sobre a estratégia de imunização tem prejudicado o planejamento das empresas. Uma encomenda desse tipo de produto poderia levar até 90 dias para ficar pronta, o que atrasaria a campanha de vacinação. As informações são do jornal O Globo.

“Esta é uma campanha de vacinação que nunca ocorreu antes, numa dimensão nacional e simultânea, se imaginarmos que existe aprovação de até quatro vacinas, vai ter um período muito concentrado. Isso faz com que a indústria necessite de uma programação diferenciada daquela para o atendimento regular de abastecimento”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), Fernando Silveira.

Na semana passada, o Ministério afirmou que estava em processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional.

Apesar do anúncio, no entanto, o Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos do GLOBO sobre os detalhes da licitação, como prazos, preços e se a quantidade de produtos comprados será suficiente para efetuar a vacinação contra a Covid-19 em todo país.

Em julho, o governo do Reino Unido, por exemplo, que começou o esforço de vacinação neste terça-feira, já havia encomendado 65 milhões de seringas para utilizar no programa de imunização britânico, ainda que a primeira vacina contra Covid-19 só tenha sido aprovada no país no dia 3 de dezembro.

Diante do impasse, o lider do Cidadania, deputado Arnaldo Jardim (SP), vai protocolar um requerimento na Câmara dos Deputados pedindo que o Ministério da Saúde preste esclarecimentos sobre os estoques de seringas, luvas e equipamentos de refrigeração.

Silveira afirma que, embora não seja possível saber qual tipo de seringa seria necessário produzir antes da definição do tipo de vacina a ser aplicada, a pasta poderia trabalhar com cenários variados, levando em conta os imunizantes em fases mais avançadas de desenvolvimento.

“Apesar de não existir claramente uma definição de quais vacinas serão adotadas no país, aprovadas pela Anvisa, as autoridades sanitárias têm conhecimento técnico dos tipos de vacina que estão na fase 3 e que estão sendo aplicadas em outros países”, argumenta Silveira. “Há alguma noção de quais são essas potenciais vacinas. Por isso, entendemos que o PNI (Programa Nacional de Imunizações) já teria sim condições de sinalizar com alguma precisão quais seriam as necessidades efetivas sobre o tipo de seringa (a ser usado), quantidades e prazo de entregas para que a indústria possa se organizar”, disse.

De acordo com ele, o prazo comum para a fabricação de seringas é de 20 a 30 dias, mas, dependendo do tamanho da encomenda a ser feita, ele pode acabar aumentando, de modo que seriam necessários de 60 a 90 dias para conclusão da produção. Segundo Silveira, o ideal seria que o ministério tivesse detalhado a estratégia de vacinação e os insumos necessários em outubro ou novembro.

Como a vacinação deve ser feita em fases, no entanto, Silveira também diz não ser possível afirmar com certeza que haverá atraso na produção e entrega dos insumos.

“Depende de como será o faseamento de vacinação. Mas a gente sempre parte da premissa de que as compras serão feitas em volumes expressivos e, para que isso se encaixe dentro do processo produtivo, quanto mais cedo esse edital for lançado e as negociações concluídas, mais seguros estaremos para atender no prazo correto”, afirmou.

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