Em crise, Silas Malafaia pede recuperação judicial após queda nos lucros

O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para comunicar aos seus seguidores ontem (19) que estava ingressando com um pedido de recuperação judicial da Editora Central Gospel, de sua propriedade.

Pastor Silas Malafaia pede recuperação judicial de sua editora.
Pastor Silas Malafaia pede recuperação judicial de sua editora.

Segundo o pastor, hoje em dia a Central Gospel vende apenas cerca de 25% do valor total que vendia em 2015, ou seja, acumula prejuízo de 75% da receita, e por isso está mal financeiramente.

“Eu quero dar aqui uma informação porque muita gente não tem o domínio do conhecimento nessa área […] A partir de 2015, com o agravamento da crise econômica do nosso país muitas empresas quebraram. 14 milhões de desempregados. Empresas faliram. Muitas empresas usaram um instrumento legal chamado recuperação judicial. A gigante da telefonia Oi está está em recuperação judicial”, exemplificou.

Silas Malafaia citou, ainda, outras editoras que também pediram recuperação judicial, como a Abril e a Saraiva.

A recuperação judicial é um plano de sobrevivência para que empresas não decretem a falência. Se concedido pela justiça, a recuperação interrompe o prosseguimento de ações de cobrança contra a empresa, além de permitir o parcelamento de dívidas fiscais.

“Eu só estou pedindo recuperação judicial para poder reestruturar essa empresa, pagar as dívidas, e continuar a nossa marcha. […] Eu estou dando aqui uma satisfação a você porque o império da maldade é muito grande”, disse o pastor.

No entanto, mesmo com todas essas tentativas de abafar críticas, elas vieram. Diversos seguidores criticaram o pastor Silas Malafaia, questionando a recuperação da editora.

Alguns pediram para o pastor vender seu jatinho particular, outros questionaram o fato da empresa de Silas ter tido prosperidade financeira na época dos governos do PT (até 2015), enquanto patina na gestão Michel Temer/Bolsonaro. Houve quem criticasse a recuperação judicial, também, por acreditarem que esse negócio pode deixar alguns credores sem receber, o que seria calote.