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Flordelis preferiu matar a se divorciar do marido ‘para não escandalizar Deus’

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MP-RJ) deram mais detalhes sobre como a cantora gospel e deputada Flordelis (PSD) arquitetou, segundo o inquérito concluído nesta segunda-feira (24), a morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

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Motivada por questões financeiras, já que o pastor Anderson administrava o dinheiro da família, Flordelis tentou matá-lo outras 6 vezes por envenenamento, e outras 2 por meio de um pistoleiro, segundo o MP.

Um ponto que chamou atenção da polícia foi uma conversa que a cantora gospel teve com o filho André, que também foi indiciado hoje pela morte de Anderson, na qual Flordelis diz que não poderia se separar do marido para “não escandalizar” o nome de Deus.

“Quando ela convence e fala com um outro filho que está aqui denunciado, o André, sobre esse plano de matar Anderson, ela fala da seguinte maneira: ‘Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus’, e então resolve matar. Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos”, disse o promotor Sergio Lopes Pereira, em entrevista concedida na manhã de hoje.

O promotor afirmou que Flordelis vestiu-se de uma imagem de alguém caridosa, para enganar os fieis e conseguir destaque no meio evangélico.

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“O grupo que se formou vendeu a imagem de um casal perfeito, de uma família caridosa, que criou 55 filhos, quando na verdade os autos mostram que isso foi um golpe, um meio de se conseguir proteção”, afirmou o promotor.

Flordelis, segundo o MP-RJ, tentou envenenar o marido Anderson até com arsênico: “Começou em maio de 2018 com tentativa de envenenamento do pastor Anderson. Era feito de forma sucessiva, gradual, cumulativa, para conduzir a morte do pastor. (Era usado) veneno, mais notadamente o arsênico, que era posto na comida e na bebida do pastor de forma dissimulada.”

Por exercer mandato parlamentar, Flordelis não pode ser presa neste momento. Apesar disso, ela já é ré no processo e será julgada em primeira instância junto aos demais acusados pela 3ª Vara Criminal de Niterói.

Sem poder pedir a prisão da deputada, a Polícia Civil e o MP-RJ pediram à Justiça outras medidas cautelares, que já foram aceitas. Ela está impedida de ter contato com testemunhas do caso, não poderá se locomover fora da cidade em que reside ou em Brasília, terá o passaporte recolhido e também poderá mudar de residência.

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