Fenômenos sobrenaturais assombram policiais durante depoimento de João de Deus

O médium João de Deus, preso no último domingo (16) em Goiás após denúncias de crimes sexuais, foi alvo de uma polêmica envolvendo os policiais do caso. 

Médium João de Deus é acusado de abusar pelo menos 500 mulheres.
Médium João de Deus é acusado de abusar pelo menos 500 mulheres.

Segundo a Folha, a delegada do caso, Karla Fernandes, revelou que algumas situações estranhas ocorreram durante a colheita do depoimento de João de Deus. 

O computador usado pelo escrivão, por exemplo, começou a digitar sozinho: “Você apertava uma tecla e ela [digitava sozinha] OOOOOOO…”, disse.

E não foi só isso. A delegada disse que, ao tentar ligar o ar-condicionado da sala numa extensão, o mesmo explodiu, queimando também um frigobar próximo: “Todo mundo gritou”, lembra.

Além disso, o depoimento do médium não aconteceu em Abadiânia (GO), cidade do suposto abusador, porque o escrivão da delegacia acabou sendo atropelado enquanto se dirigia para o distrito policial. 

A delegada disse ao jornal, ainda, que acreditava nos poderes de João de Deus, mas que ele havia “se perdido no meio do caminho”, o que foi questionado por algumas pessoas, que enxergaram suspeição e parcialidade na autoridade policial. 

“Estamos diante de uma situação que envolve crenças e energias”, disse ela. 

João de Deus está sendo investigado pela polícia, após ser denunciado por mais de 500 mulheres, que afirmam terem sido abusadas sexualmente por ele. As penas para os crimes pode ultrapassar os 30 anos, em caso de condenação, por vítima. 

Tadeu Ribeiro
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