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Judeus pressionam governadora de SC que se recusou a dizer se concordava com nazismo

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Associação Israelita Catarinense (AIC) pediram na quarta-feira (28) que a governadora em exercício de Santa Catarina, Daniela Reinehr (sem partido), se manifeste de forma veemente sobre o que pensa em relação ao nazismo. As informações são do G1.

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Na segunda-feira (26), Daniela recebeu a pergunta sobre o assunto no primeiro dia como governadora interina. O pai dela, José Altair Reinehr, é professor de história e já teria escrito textos relativizando o nazismo.

Questionada durante coletiva de imprensa se poderia se declarar antinazista e se concordava ou não com as ideias do pai, Daniela deu uma longa resposta sobre o assunto. Ela afirmou que havia acabado de ser julgada por atos de terceiros e gostaria de ser responsabilizada apenas pelos próprios atos.

“Eu realmente não posso responder, ser julgada ou condenada por aquele ou esse pense. Eu respeito, volto a dizer, eu respeito as pessoas, independente do seu pensamento, eu respeito os direitos individuais, e qualquer regime que vá contra eu acredite, contra esses elementos que eu disse, eu repudio. Existe uma relação e uma convicção que move a mim e a todos os senhores que se chama família. E me cabe, como filha, manter a relação familiar em harmonia, independente das diferenças de pensamento”, afirmou.

Em outro trecho da resposta, Daniela relembrou o julgamento que sofreu e foi absolvida no caso do aumento salarial aos procuradores do Estado. O governador afastado, Carlos Moisés (PSL), foi afastado do cargo temporariamente no dia 24 de outubro.

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“Eu realmente espero que eu seja julgada, novamente, que os atos sejam apartados como foi na comissão mista que eu batalhei desde o início. Eu não quero ser arrastada por atos de terceiros, por convicções de terceiros. As minhas convicções estão muito claras nas minhas redes sociais há muito tempo”, disse.

Após a resposta da governadora, a Conib e a AIC pediram que Daniela se “demonstre de forma inequívoca sua rejeição às ideias que levaram ao extermínio de 6 milhões de judeus inocentes”.

A nota é assinada por Fernando Lottenberg, presidente da Conib, e Sergio Iokilevitc, presidente da AIC.

“A governadora deve, de forma veemente, manifestar sua repulsa ao negacionismo da tragédia que foi o Holocausto. É importante que ela se pronuncie sobre o assunto e demonstre de forma inequívoca sua rejeição às ideias que levaram ao extermínio de 6 milhões de judeus inocentes, além de outras minorias e adversários políticos e provocaram uma guerra que devastou a humanidade”, diz o comunicado.

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