Michelle Bolsonaro passa a ser investigada pela Receita Federal após suspeita

O caso do motorista e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) na Alerj, Fabrício Queiroz, ainda está rendendo bastante no mundo político e jurídico. A transação considerada suspeita pelo COAF entre Queiroz e a primeira-dama Michelle Bolsonaro será alvo de uma investigação, agora feita pela Receita Federal do Brasil (RFB).

Evangélica, Michelle Bolsonaro dedica-se à ministério de Libras na igreja.
Evangélica, Michelle Bolsonaro dedica-se à ministério de Libras na igreja.

Segundo divulgado pelo jornal Valor Econômico, a Receita abriu um procedimento interno para investigar as transações dos 27 deputados estaduais do Rio, e seus respectivos assessores, que foram marcadas como suspeitas pelo COAF no ano passado.

Como Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, repassou R$: 24 mil reais para a conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, ela e o senador também serão alvo da investigação administrativa do órgão, que deverá fazer um “pente-fino” nas operações.

Logo quando foi divulgada a notícia do pagamento suspeito para a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente eleito Jair Bolsonaro se explicou dizendo que o valor era referente à parte de uma dívida de R$ 40 mil que Queiroz possuía com ele, o que foi confirmado pelo ex-motorista. Mas não ficou claro o motivo dele ter repassado a quantia para a conta de Michelle, ao invés de enviá-la para a do próprio presidente Bolsonaro.

As investigações na seara criminal contra Flávio Bolsonaro e os demais investigados estão paradas por determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas tendem a ser retomadas a partir do início de fevereiro, já que o relator, ministro Marco Aurélio Mello, já sinalizou que deve determinar o seu prosseguimento.

Na esfera cível e administrativa, porém, Flávio Bolsonaro e os demais investigados não possuem foro privilegiado, e por isso continuam a ser investigados nessas instâncias.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Bolsonaro chegou a dizer que, caso fique comprovado que seu filho mais velho Flávio tenha cometido os delitos narrados, ficará “arrependido como pai”, mas que o filho deverá pagar pelo que fez.

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