“Se precisar, estarei nas ruas com as travestis”, diz futura ministra dos Direitos Humanos

Um dos assuntos mais repercutidos dessa semana, a indicação de Damares Alves por Bolsonaro para ser Ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, segue sendo bastante discutida por muitos brasileiros.

Damares Alves diz que tem boa relação com grupos LGBTs. Ela será ministra dos Direitos Humanos.
Damares Alves diz que tem boa relação com grupos LGBTs. Ela será ministra dos Direitos Humanos.

Damares Alves é advogada, pastora evangélica, assessora do excluído Magno Malta, e trabalha há alguns anos como uma liderança conservadora e de direita no Brasil. O que causou certa preocupação entre muitos brasileiros, por conta dos negros, índios e LGBTs. 

Sobre os gays, em entrevista coletiva concedida após o anúncio oficial como ministra, Damares Alves disse que tem uma “ótima relação com os LGBTs”, e afirmou que lutará pelo fim da violência contra gays, lésbicas e afins.

“Se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei nas portas das escolas com as crianças que são discriminadas pela sua orientação sexual. A violência contra qualquer pessoa por qualquer motivação vai ser a prioridade desse governo.” 

Damares Alves, futura ministra dos Direitos Humanos.

Ela também afirmou que, se preciso for, irá para a porta das empresas que pagarem salários diferentes para homens e mulheres. E ressaltou que a legislação já proíbe o ato discriminatório.

“Nenhum homem vai ganhar mais do que mulher nesta nação desenvolvendo a mesma função. Isso já é lei e o Ministério Público está aí para fiscalizar. E, se depender de mim, vou para a porta da empresa onde o funcionário homem desenvolve o mesmo papel da mulher e ganha mais.”, garantiu a futura ministra da Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos do governo Bolsonaro.

Tadeu Ribeiro
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