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Papa Francisco nomeia 6 mulheres para órgão da Igreja que só tinha homem

O Papa Francisco nomeou seis mulheres para uma equipe do alto escalão do Vaticano, que supervisiona as questões financeiras da Cidade do Vaticano, e que antes era composto apenas por homens.

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O chefe da Igreja Católica Romana nomeou as seis mulheres para o Conselho de Economia, criado em 2014 por ele mesmo, durante uma onda de histórias envolvendo um suposto esquema de desvio de recursos na igreja.

As nomeações femininas foram anunciadas ontem (06), com nomes de diversos países: Charlotte Kreuter-Kirchhof e Marija Kolak da Alemanha, Maria Osacar Garaicoechea e Eva Castillo Sanz da Espanha e Ruth Kelly e Leslie Ferrar do Reino Unido.

Kelly e Ferrar têm experiência de serviço público. Kelly foi ministra no governo do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e Ferrar foi tesoureira do Príncipe de Gales, marido da Rainha Elizabeth II.

“É maravilhoso ver o compromisso do papa em promover as mulheres a cargos de tomada de decisão no Vaticano”, disse Kelly ao National Catholic Reporter.

Além das seis mulheres, a associação incluirá por determinação do Papa Francisco, um líder leigo e oito cardeais, entre eles o cardeal Joseph Tobin, de Nova Jersey (EUA).

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“Vejo essas nomeações de hoje como um esforço do Papa Francisco para garantir maiores oportunidades para as mulheres oferecerem seus dons no serviço à Igreja”, declarou o cardeal Tobin ao NCR.

“Ele claramente considera a formação acadêmica e a vasta experiência dessas colegas como contribuições cruciais para uma de suas mais caras prioridades: a reforma em curso da administração financeira da Santa Sé”, acredita o religioso.

Em 2018, o Papa Francisco já havia irritado uma ala mais conservadora da Igreja Católica, ligada ao papa emérito Bento XVI, por nomear mulheres para integrar a Congregação para a Doutrina da Fé, que tem a missão de defender a doutrina católica.

“Com a ordenação feminina não se pode fazer nada porque dogmaticamente não vai acontecer – e João Paulo II foi claro sobre isso quando fechou essa porta, e não vou abri-la. Foi uma coisa séria, não caprichosa”, disse o pontífice na época.

“Mas não devemos reduzir a presença da mulher apenas ao seu papel… Não, isso é uma coisa que o homem não pode fazer. O homem não pode ser a noiva de Cristo. É a mulher, a Igreja, a noiva de Cristo”, ponderou.

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