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Pastor que não fechou igreja e infectou Coreia do Sul pede perdão de joelhos

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O pastor Lee Man-hee da Coreia do Sul pediu perdão depois que sua igreja, que foi mantida aberta no início da pandemia do Coronavírus, foi considerada pelas autoridades de seu país como o principal foco de propagação da doença para o resto da nação.

O pastor se ajoelhou durante uma coletiva de imprensa, implorando que o mundo o perdoe por não ter interrompido os cultos. No ato ele estava usando uma máscara de proteção.

“Como representante dos fiéis de Shincheonji peço sinceras desculpas ao público. Não era nossa intenção e ainda assim muitas pessoas foram infectadas. Faremos o possível, oferecendo todos os nossos recursos, para apoiar as medidas do Governo para controlar a epidemia”, disse.

Segundo as autoridades de Seul e Daego, a denominação de Lee foi responsável direta ou indiretamente por pelo menos 60% dos 8.652 casos e 94 mortes registradas até agora na Coreia do Sul. O líder religioso em questão, no entanto, testou negativo para a Covid-19.

Uma multidão que estava acompanhando a coletiva de imprensa do lado de fora começou a gritar palavras de ordem pedindo punição para a liderança da igreja.

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Aqui no Brasil, várias denominações evangélicas e a Igreja Católica cancelaram seus cultos e missas presenciais e passaram a operar apenas online, após muita polêmica. Outras, como a Igreja Universal, continuam com cultos presenciais.

Até as 19h desta sexta (20), as secretarias estaduais de saúde do Brasil confirmaram, pelo menos, 904 casos da doença aqui no Brasil, com 11 mortes (9 em São Paulo e 2 no Rio de Janeiro). A tendência, segundo o Ministro da Saúde Henrique Mandetta, é que esses números de infecções tenham grande aumento em abril e só comecem a apresentar queda a partir de julho.

As recomendações são de que as pessoas evitem aglomerações e fiquem em casa. Também devem ser adotados hábitos como os de lavar as mãos sempre várias vezes ao dia com sabão ou álcool em gel 70%, e evitar abraços, beijos e apertos de mão.

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