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Pastor José Wellington admite que igreja intermedia pagamento de emendas parlamentares

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Pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Assembleia de Deus - Foto: Reprodução

O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Assembleia de Deus, admitiu que a igreja faz o papel de intermediadora para o pagamento de emendas parlamentares. O religioso explicou detalhadamente como funciona a influência da igreja sobre seus deputados.

Durante uma reunião, José Wellington revela durante uma pregação, explicou como eles são orientados em relação à destinação de emendas para prefeitos ligados à Assembleia de Deus.

“A emenda só vai para o prefeito por intermédio do pedido do pastor da Assembleia de Deus”, declarou. “O eleitorado que ali está, irmãos, não é do prefeito, mas são irmãos em Cristo que estão nos apoiando para que os nossos candidatos continuem trabalhando.” As falas aconteceram durante a reunião de obreiros na última segunda-feira (07/02), em São Paulo.

Emendas parlamentares são recursos do orçamento público legalmente indicados pelos membros do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas estaduais para finalidades públicas, geralmente relacionada ao interesse temático e eleitoral de cada parlamentar.

As emendas destinadas aos prefeitos soa como uma “troca de favores” para eleger os três filhos de Bezerra em São Paulo. Os filhos do pastor são o deputado federal Paulo Freire Costa (PL-SP), a deputada estadual Marta Costa (PSD-SP) e a vereadora Rute Costa (PSDB-SP). Segundo o Estadão, os três tiveram acesso a um montante de R$ 25 milhões em recursos públicos no ano passado. A igreja apoiou os três abertamente nas respectivas eleições.

“Meus irmãos, trabalhem para eleger os nossos irmãos na fé, procurem eleger os nossos irmãos na fé. Glória! Seja fiel a este nome: Assembleia de Deus no Brasil”, disse ele.

Segundo o presidente da AD, os pastores não podem aceitar emendas diretamente para as igrejas. De acordo com ele, a intermediação da Assembleia de Deus serve para beneficiar prefeituras e outras instituições. “A igreja não precisa de dinheiro do Estado”, alegou.

Ao mesmo tempo, José Wellington negou que haja uma “troca de favores” entre a igreja e as prefeituras.

“Quando o prefeito de uma cidade precisa de uma verba, é evidente que nós mandamos o pastor da nossa igreja para que ele tenha conhecimento com o prefeito. O nosso deputado vai entender, naturalmente, se a verba for coisa lícita, for necessária, mas pelos canais oficiais”, justificou. “A igreja não tem qualquer compromisso político”.













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