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Pastor se pronuncia sobre polêmica dos ‘mendigos’ e confirma tese

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Pastor Marcos Granconato, da Igreja Batista Redenção de São Paulo - Foto: Reprodução/Instagram

O pastor Marcos Granconato, da Igreja Batista Redenção de São Paulo, se pronunciou nesta quarta-feira (04/05), sobre a declaração acerca dos mendigos, que viralizou nas redes sociais e foi notícia em vários portais de notícias.

Marcos disse em uma postagem no último domingo (01/05), que “a maioria dos mendigos têm o dever bíblico de passar fome, pois Paulo diz aos Tessalonicenses: se alguém não trabalha, que também não coma”.

Logo a postagem viralizou e ele foi duramente criticado pelos internautas e até seus seguidores. Com a repercussão do caso, Granconato divulgou uma nota de esclarecimento onde explicou sua fala com mais clareza, confirmando a tese incialmente exposto por ele.

“Ocorre, porém, que a Bíblia tem um conceito de pobre que abrange, a rigor, quatro grupos de pessoas”, iniciou ele citando 4 grupos que, segundo ele, a Bíblia conceitua a palavra “pobre”. Veja abaixo:

  1. Os que trabalham, mas seus proventos não são suficientes para o seu sustento e da sua família;
  2. Os mendigos que estão nessa condição por motivo de doença. A Bíblia fala de mendigos aleijados, cegos, leprosos, etc., todos dignos de socorro;
  3. As vítimas de tragédias naturais, como a fome que sobreveio a todo o mundo nos dias do Imperador Cláudio. À época, as igrejas se mobilizaram para socorrer os mais afetados por essa calamidade;
  4. Os perseguidos e encarcerados por causa da fé. Essas pessoas são mencionadas em Mateus 24 e 25 e Jesus as chama de “pequeninos irmãos”, dizendo ainda que quem as socorre, na verdade, é como se socorresse a ele próprio.

Segundo ele, todas essas pessoas precisam de ajuda. Mas, novamente, citou o livro Tessalonicenses para dizer que Paulo se deparou com outro grupo, fora dos quatro citados acima: “um grupo de pessoas que, por pensar que a volta de Cristo estava próxima, tinham parado de trabalhar, passando a viver às custas dos outros. Paulo as classifica como ‘os que vivem desordenadamente’”, disse Marcos Granconato.

“A essas pessoas, o Apóstolo aplica um princípio perene: ‘Você não quer trabalhar, então também não deve comer’. Isso seria assumir as consequências do estilo de vida que a pessoa mesma escolheu para si e não existe maldade nenhuma em recusar ajuda a indivíduos assim. Pelo contrário, dar comida a essas pessoas seria premiar, incentivar e promover o ócio, o que é pecado”, completou ele.

De acordo com Marcos, quando caminha pelas ruas das grandes cidades ou quando atende pedintes na porta da sua casa ou da igreja, ele vê que a maioria deles não se encaixa em nenhum dos quatro grupos elencados acima. Ou seja, os mendigos se encaixam em um quinto grupo, com base na explicação do apóstolo Paulo.

“Geralmente são pessoas jovens, fortes, inteligentes, saudáveis e capazes que, ao que parece, simplesmente optaram pela mendicância por considerar esse modo de vida, livre de trabalhos e responsabilidades, mais adequado aos seus interesses. Não são os pobres que a Bíblia defende. Em vez disso, são ‘os que andam desordenadamente’ que Paulo tanto censura. A essas pessoas não devemos ajuda alguma”, pontuou.

No final de sua nota, o religioso destacou que que reconhece o “dever santo e cristão de ajudar os pobres”, inclusive muitos moradores de rua – que se encaixam no conceito bíblico de ‘pobre’. “Porém, tenho também o dever santo, cristão e bíblico de não incentivar o ócio”, finalizou o pastor.

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