Raquel Dodge pede ao STF que afaste foro privilegiado da gospel Flordelis

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer, recomendando que as investigações sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada gospel Flordelis, deverão ser mantidas com a Polícia Civil do Rio de Janeiro e com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Raquel Dodge e deputada gospel Flordelis.
Raquel Dodge e deputada gospel Flordelis.

Raquel Dodge enviou o parecer ao STF no começo do mês, mas seu teor só foi revelado ontem (30). Na última sexta-feira (26), outro parecer da PGR autorizou acesso do Ministério Público do Rio a autos de um processo no STF, que corre sob sigilo.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que está de plantão em decorrência do recesso da corte, decidiu adiar o julgamento do pedido feito pela Polícia Civil para investigar Flordelis, por não considerar que haja urgência no caso.

Com isso, o pedido para investigar a deputada gospel será julgado pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, no próximo mês.

A julgar pelas posições do ministro, é esperado que ele afaste o foro privilegiado da deputada, já que o crime do pastor não tem relação direta com a função parlamentar de Flordelis, na esteira de entendimento de Raquel Dodge.

Dois filhos do casal de pastores estão presos preventivamente, suspeitos de terem praticado o crime. A Polícia Civil tenta esclarecer se há mais envolvidos, e qual teria sido a motivação do assassinato.

A cantora gospel Flordelis nega as acusações, e disse não saber quem teria interesse na morte de seu esposo. De início, ela desacreditou sobre a participação dos filhos, mas agora prega que, caso algum tenha culpa, que pague pelos seus erros.