Supernanny conta que burlou censura do SBT para falar de Jesus

Você pode nunca ter assistido, mas com certeza sabe quem é a “Supernanny”. O SBT, durante vários anos, exibiu o programa que ajudava famílias a lidarem melhor com os filhos rebeldes. E a tarefa de dar dicas, conselhos e até “puxões de orelha”, incumbiam à Cris Poli, educadora que encarnou o personagem da Super Babá.

Cris Poli é evangélica e dá palestras em igrejas.

Argentina, Cris Poli veio ao Brasil na década de 70, após seu marido receber uma oferta de emprego por aqui. Ela conta, em entrevista ao pastor Maurício Fragale, que foi aqui que ela começou a ter contato com a fé protestante, e se tornou evangélica. Na conversa, publicada essa semana na internet, ela deu detalhes sobre os bastidores do programa.

Segundo ela, quando foi contratada pelo SBT para apresentar a atração, que é um formato americano, aceitou o desafio com um certo receio, pois não sabia trabalhar em televisão. Ela conta ainda que a produção do programa, quando soube que ela era evangélica, tratou logo de vetar conselhos evangelísticos na atração: “Quando eu comecei a gravar, eles ficaram sabendo que eu sou cristã, então me chamaram e disseram: ‘A gente quer deixar claro que quem é evangélica é a Cris Poli, mas a Supernanny não é, então veja bem o que você vai falar’. Eu nunca trabalhei baseada em script, sempre foi aquilo que eu conhecia e sabia que tinha que levar”, lembra.

Mas isso não foi barreira para que ela compartilhasse sua fé. O programa era gravado em 2 semanas, cerca de 90 horas, editadas em apenas 45 minutos para a TV. Nos intervalos dos bastidores, ela tratava logo de evangelizar as famílias, falando de Deus e seu amor. Cris Poli lembra que muitas se converteram à religião evangélica: “Sim, muitas [famílias] se converteram. Inclusive, entre elas, fora das câmeras, uma família conhecia a outra e conversavam. Deus foi fazendo um trabalho de evangelismo entre elas. Inclusive hoje, eu continuo recebendo emails de algumas delas, dizendo que tinham se convertido; casais que moravam juntos, mas não estava casados e se casaram. Foi todo um trabalho que Deus fez e foi muito além daquilo que a gente vê na televisão”, contou.

Ela considera que sua vinda para o Brasil foi um marco em sua trajetória, e acredita que tudo estava nos planos de Deus, para que ela O conhecesse melhor: “Hoje, conhecendo ao Senhor, eu creio que Ele nos trouxe aqui para conhecê-Lo aqui para a gente ter um encontro com ele aqui, porque eu não nasci em um lar cristão e não me converti na Argentina, me converti aqui [no Brasil]”, justifica.

Assista abaixo a entrevista na íntegra:

Tadeu Ribeiro
ta[email protected]