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Mundo Cristão

Pastora que casou com cantora gospel: ‘Eu era o Silas Malafaia de saias’

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A pastora Lanna Holder é uma das figuras mais comentadas do cenário evangélico, pelo fato de ser a primeira pastora lésbica do Brasil, junto com a esposa, que é cantora gospel, Rosania.

Oriundas da Assembleia de Deus, Lanna já rodou o Brasil nos anos 2000 pregando seu testemunho de “libertação” da homoafetividade. Mas isso não durou muito tempo.

“Eu era o Silas Malafaia de saias. Por 7 anos preguei contra a homossexualidade”, lembra ela, em entrevista passada à Época.

Ela e Rosania eram casadas com homens antes de se conhecerem. Lanna pregava e Rosania era cantora gospel, e lutaram muitos anos contra os instintos gays que sentiam internamente.

“Eu inicialmente entrei para igreja para mudar minha sexualidade. Eu achava que, por ser quem eu sou, iria para o inferno. [Até que] Percebi que estava me agredindo, que aquilo não me representava. Procurei uma teologia mais inclusiva”, recorda.

Foi aí que nasceu em 2011 a Cidade Refúgio, a 1ª igreja evangélica inclusiva do Brasil, que acolhe o público LGBTQ+ sem distinções, e prega que Deus ama e aceita todos, independentemente do gênero e orientação afetiva. Hoje, a igreja conta com quase 1.000 fieis, e tem pregações no estilo pentecostal, com louvores gospel cantados por Rosania.

Pastora Lanna Holder e a cantora gospel Rosania.
Pastora Lanna Holder e a cantora gospel Rosania.

Ao El País, Lanna Holder disse que vivia uma farsa antes de se aceitar lésbica: “O meu testemunho [de antes] terminava com aquele final hollywoodiano. Eu dizia: Olhem para mim, e vinha meu marido com o meu filho. E eu dizia: ‘Hoje sou ex-lésbica, ex-drogada, estou curada’. Aquilo era uma propaganda de margarina, não era real”, diz.

A pastora acredita que cerca de 40% dos evangélicos são gays “enrustidos”, e que os pastores atuais só pararão de pregar contra a homoafetividade quando começarem a sentir prejuízo no bolso, por causa dessa parcela de fieis que seriam gays na sua visão.

“No dia que pesar no bolso deles, que eles descobrirem que 40% das pessoas que estão dentro da igreja deles são homossexuais, são gays, eles vão mudar de ideia”, acredita.

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