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UOL gera revolta ao dizer que cristãos podem ser responsáveis por banimento do PornHub

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Artigo do UOL destaca notícia que gerou revolta em evangélicos - Foto: Redes Sociais

O UOL, uma das maiores empresas brasileiras de conteúdo e serviços de Internet, publicou na manhã desta segunda-feira (05/09), um artigo na “Tilt” (uma coluna sobre conteúdo de Tecnologia), onde diz que grupo cristão conservador podem ser o motivo do banimento do PornHub do Instagram.

Segundo o site, o Instagram removeu no último sábado (03/09), a conta oficial do PornHub. PornHub é um dos maiores sites de vídeos pornográficos do mundo, com cerca de 639 milhões de visitantes por mês, segundo o site de dados Similarweb.

O Instagram teria informado que o perfil violava suas “diretrizes de comunidade”, e por causa disso, foi banida da plataforma. De acordo com o UOL, o banimento pode ser desdobramento de um forte movimento conservador nos EUA, ligado a grupos cristãos cujo principal alvo é a indústria sexual. O movimento é contra qualquer conteúdo de prostituição, o comércio de artigos eróticos e o entretenimento adulto.

O site cita Laila Mickelwait, fundadora da campanha TraffickingHub, dizendo que o grupo tem como o objetivo de “fechar o PornHub e responsabilizar seus executivos por permitir, distribuir e lucrar com imagens de estupro, abuso de crianças, tráfico sexual e outras formas de abuso”. A campanha online que já conta com quase 2,5 milhões de assinaturas.

No Twitter, Laila afirmou que Instagram e sua empresa-mãe, a Meta, tomaram a “decisão correta de cortar laços com o PornHub”, e que outras empresas como Amazon e Google deveriam seguir o exemplo.

Na reportagem, ainda, diz que o site The Verge citou as conexões de Laila com grupos cristãos evangélicos. De acordo com esse portal, Laila é ex-funcionária do Exodus Cry, que teria surgido na IHOPKC (sigla em inglês) para Casa Internacional da Oração em Kansas City), organização evangélica carismática conhecida por realizar cultos 24 horas por dia, com transmissão via YouTube e outras redes sociais.

Embora o site do TraffickingHub reforce que ele reúne pessoas “ligadas e não ligadas à religião”, o The Verge citou as conexões de Laila com grupos cristãos evangélicos.

CRÍTICAS APÓS A PUBLICAÇÃO

Depois que o UOL realizou a publicação, críticas surgiram na internet contra o artigo. Nas redes sociais, evangélicos criticaram a matéria.

“O disparate dessa matéria presunçosa tratando como evangélicos birrentos o trabalho SÉRIO da Exodus Cry é lastimável e preconceituoso. O problema de repente deixou de ser o tráfico sexual, estupr0 e abuso infantil?”, escreveu a influencer Bruna Santini.

“Tão tratando dois ativismos sérios como se fosse o Malafaia implicando com Natura por causa de propaganda. O certo nessa situação é proteger uma empresa multimilionária que lucra com a exploração sexual só pra fazer crente conservador parecer mal na fita 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 essa é a lógica”, falou.

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