Priscilla Alcântara fala sobre tatuagem e maquiagem

A cantora gospel Priscilla Alcântara esteve participando neste último fim de semana do programa “Ritmo Brasil” da Rede TV!, e falou sobre alguns temas que levantam polêmicas entre ela e a classe evangélica. A ex-apresentadora do infantil “Bom Dia e Cia” disse que foi encorajada por seu pai a enfrentar críticas, e não deixar nunca de acreditar naquilo que acredita para agradar todo mundo.

Priscilla Alcântara exibe tatuagens.

“Eu entrei e vivi nesse meio [artístico] muito bem instruída pelos meus pais. Eles sempre me diziam: ‘você vai ouvir esse tipo de coisa, mas tenha certeza daquilo que você é, no que você acredita e o que tem como propósito’, e então eu descobri que a minha verdade não é sobre estereótipos ou rótulos, e sim algo de dentro para fora”, lembra.

Despojada e fora dos padrões, Priscilla Alcântara é um dos maiores exemplos da nova onda de jovens evangélicos, que colorem o cabelo, usam roupas modernas, possuem tatuagens e frequentam diversos lugares que a parcela mais conservadora dos evangélicos não costuma ver com bons olhos. A cantora gospel destacou que seu estilo não interfere em sua espiritualidade.

“Eu sou cristã, frequento a igreja evangélica e existem muitas pessoas que têm esse estilo mais irreverente. (…) Eu escrevi um livro e tem um capítulo que fala: ‘Irreverente por fora, reverente por dentro’. Tenho meus princípios, minhas virtudes e tenho tatuagem, vou usar uma maquiagem colorida e isso não interfere em nada”, garantiu.

No ano passado, Priscilla causou uma polêmica ao publicar fotos participando do festival de música alternativa Lollapalooza, que traz ao Brasil e a outros países diversos nomes internacionais da música secular. À época, ela afirmou que este era seu chamado: ir a lugares que normalmente os evangélicos não chegam. O motivo, segundo ela, é ser exemplo para as outras pessoas, que acabam percebendo que dá para ser da Igreja e ao mesmo tempo levar uma vida alegre e intensa. Recentemente, ela também causou ao revelar que as vezes adorava a Deus com músicas de Sandy e Pitty. Os comentários, claro, se dividem entre aqueles que apoiam o estilo de Priscilla, e os que são mais conservadores e defendem a bandeira do “luz não se mistura com trevas”.

Tadeu Ribeiro
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