Pastor faz graves denúncias contra presidente da Assembleia de Deus no RN

A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do Brasil. Mas nos últimos anos a diretoria nacional tem enfrentado sérios problemas de divisão, até que no fim do ano passado pastores do Pará, estado onde a denominação tem presença forte, se desligaram da CGADB, Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, para criar uma convenção própria.

Agora o problema gira em torno da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (IEADERN). Uma série de denúncias envolvendo líderes no estado veio à tona no Facebook. O Pr. Hilton Andrade, que faz parte da igreja, utilizou seu perfil pessoal para fazer uma transmissão, em que acusa o presidente da instituição, Pr. Martin da Silva, de receber um super-salário equivalente a quase 40 salários mínimos. E não parou por aí.

Hilton Andrade ainda disse que há obreiros cometendo pedofilia, e a diretoria da igreja toma apenas a atitude de transferir os acusados de uma localidade para outra, sem punições mais graves. Outro ponto levantado foi o de que há homossexuais na diretoria da igreja, e que a presidência tem conhecimento do fato, mas prefere fazer vista grossa. Assista abaixo o desabafo do pastor:

Defesa da Igreja

Um site de notícias gospel entrou em contato com  1º secretário da igreja, Pr. Reginaldo Aleixo de Luna, que explicou toda a situação. Segundo ele, o pastor que denunciou as polêmicas, Hilton Andrade, comandava um setor de evangelização em presídios, além de gerenciar administrativamente 5 congregações. O que teria chateado Hilton, segundo o secretário da igreja, foi o fato dele ter sido remanejado pelo presidente para o templo central, em Natal, e a igreja estava planejando a criação de um setor específico para coordenar os trabalhos em penitenciárias, já que o Pr. Hilton fazia tudo por conta própria. No vídeo em que faz as denúncias, o pastor diz que lhe ofereceram um salário de 1.000,00 reais, o que não foi confirmado pelo secretário da igreja.

As acusações de que o presidente recebe um super salário e de que tem consciência que há gays na diretoria da igreja foram todas negadas pelo secretário, embora ele tenha se recusado a informar o valor exato do salário do presidente, por considerar a questão “de foro íntimo”. Sobre a conduta do Pr. Hilton, o representante da instituição disse que se seguirá o que o Estatuto da Igreja definir, e que não há intenção de levar o caso para a justiça.

Tadeu Ribeiro
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